21/08/2014

O país dos pulhas sem lei e com a sua própria lei!

Portugal - O país em que os inocentes se silenciam vilmente e que se arrasta por entre um antro de corrupção imenso e abjectamente na impunidade grosseira !
Já dizia o Marquês de Maricá que “um povo corrompido não pode tolerar um governo que não seja corrupto”.

Ao olhar para este dia de hoje, que apelidei de o "silêncio dos inocentes", em que este povo escravo, a quem chamam eleitor e cidadão apenas no dia de eleições, e que de forma servil se dispôs a mais uma vez legitimar estes poderes corruptos, só posso sentir ainda mais tristeza pelo meu país, que assim nunca terá qualquer hipótese de vir a ser governado com justiça e a viver em democracia séria.

Temos de facto um povo que já acostumou, de há séculos e agravadamente de forma abjecta nos ultimos 39 anos de suposta democracia, a conviver com a desordem, com a corrupção, com a miséria e com a impunidade.

A ausência da justiça e a corrupção que grassa nesta também nestes poderes supostamente independentes, não podem pois estranhar-se. A cada sentença proferida por uma justiça ilegitima e profanada pelo poder politico corrupto, este povo  resigna-se ao silêncio, como se estivesse a dizer: é assim mesmo, não há o que fazer.

Vivemos pois tempos de "o silêncio dos inocentes".

E os inocentes, meus amigos e co-cidadãos, são muitos e vamos a factos, porque os argumentos que passam na imprensa sustentam apenas a ignomínia que varre este pobre país, terreno de um submundo imundo:

Mais de 3 milhões de portugueses que auferem menos de 500 euros por mês, acima de 1,5 milhões de idosos (reformados) que não tem dinheiro para comer e menos ainda para adquirir medicamentos essenciais a manter a sua saúde e ignominia das ignominias, milhares de crianças que vivem com fome, para além de que 1 em cada 3 crianças vive no limiar da pobreza. A somar a tudo isto o dantesco cenários de mais de 1 milhão de desempregados e o roubo diário e sistemático dos dinheiros publicos dos fundos de desemprego, segurança social, para além de uma gestão do país em que a lei e a ordem são para roubar e espoliar os mais fracos, sempre numa lógica de força para com os fracos e a mais completa impunidade perante os crimes diáriamente perpetuados pelos poderosos.

Em suma um  país de um terceiro mundo nas mãos de gente corrupta e de poderosos abominávelmente amorais, que tendo montado um circo de párias em Abril de 74, se mascara de democracia, para assim enganar um povo iletrado e inculto, semeando desta forma abominável o desespero e a miséria pela nação profunda e profusamente.

Será que como povo merecemos mais, é a minha questão e endereço esta às gerações mais jovens, que certamente estarão mais bem informadas e em contacto com outras culturas e outros povos, em pleno Séc XXI e com instrumentos tão poderosos como a Internet ?? Ou estaremos condenados a este inferno na terra, com a redenção apenas possivel na emigração em massa para fora deste pardieiro muito mal frequentado?

A confirmarem-se os meus piores receios de há muitos anos tenho que reconhecer que "um povo mantido abjectamente inculto é o instrumento CEGO da sua própria destruição".

Francisco Gonçalves "in" 29Sept2013

Uma questão de método !

Na Grécia antiga os filósofos transmitiam aos seus alunos não apenas conhecimentos mas também, e utilizando uma terminologia moderna, o "know-how" (o conjunto de capacidades e das experiências) do pensamento e da arte de pensar.

Sócrates (o filósofo grego), por exemplo disse "A sabedoria da alma cura o corpo", uma máxima que evidencia como naquela época, relativamente ao nossos dias, havia maior consciência das ligações entre espírito e corpo e das imensas possibilidades do pensamento.

Nas escolas modernas ensina-se a memorizar um grande número de conteúdos; aprende-se a repetir mecanicamente , a escrever, a desenhar, a fazer cálculos, mas substancialmente não se ensina "como pensar" e menos se ensina a influência que o pensamento tem no resultado final (incluindo as notas).

Extraído do livro "Visualização positiva" de Gudrun Dalla Via

Pelos vencidos (Sempre) !


"..(..)... Não te poderás considerar um verdadeiro intelectual se não puseres a tua vida ao serviço da justiça; e sobretudo se te não guardares cuidadosamente do erro em que se cai no vulgo: o de a confundir com vingança.

A justiça há-de ser para nós amparo criador, consolação e aproveitamento de forças que andam transviadas; há-de ter por principio e por fim o desejo de uma Humanidade melhor; há-de ser forte e criadora; no seu grau mais alto não a distinguiremos do Amor.

Por isso mesmo estarás sempre ao lado dos vencidos que se tratam com arrogância, com brutalidade ou com desprezo; não te importarás que as suas ideias sejam diferentes das tuas, mover-te-á o olhares que são homens e não hás-de duvidar nem um momento da infinita possibilidade que neles há, de um mais defenido pensamento e de um mais perfeito proceder; não os vejas como condenados para sempre à mesma estrada que tomaram; que exista para ti a esperança das reflexões e dos regressos.

Ao teu amigo ou adversário dirás sempre a verdade a respeito dos vencidos, sem que te impeçam o afecto ou o ódio: levanta a voz, seja qual for o lugar e o instante, a favor dos que, tombados na luta, ainda têm de sofrer as prepotências; protesta, enquanto te deixarem protestar, contra a vileza, contra a cobardia dos que esmagam quem têm à mercê, dos que torturam os corpos e as mentes, dos que se armam contra os desarmados; e, quando não te deixarem protestar, protesta ainda mais.

Nessa batalha a ninguém feres; vais servir os próprios que censuras; pode ser que às tuas palavras se convertam os Césares e deixe o centurião tombar a espada; pode ser que os cativos se redimam; mas, se nada conseguires de imediato, terás dado ao mundo um exemplo de liberdade interior e de firme coragem; terás lançado a tua pedra -- e não das menores -- para a grande construção; terás ganho para a vida uma força ante a qual, mais tarde, se hão-de aplanar os ásperos caminhos e abater os alterosos obstáculos. (...).

Autor: O saudoso Agostinho da Silva

Extraído dos seus Textos e Ensaios Filosóficos I

Translate