27/12/2012

O estigma de ser português e como o “destino lhe marca a hora” com todo o fatalismo do mundo!


Ser português em Portugal, é bem mais marcante do que simplesmente considerar ter uma cultura semelhante à de muitos outros povos do mundo. Ser português é não ter em conta nem perceber aparente que, no inconsciente individual e colectivo da nação, existe a crença firme de que a mudança é sempre para pior,  de que nada nem ninguém pode alterar o “destino” com que se nasce talhado, que o melhor para “viver a vida” é dar-se ao comodismo,  à aceitação do que a “vida nos dá”,  à resignação do que nos “coube em sorte”! E também um certo conformismo relativamente à nossa capacidade de realização e um estranho pavor de tudo o que é novo ou desconhecido ou até de quem ousa sair da multidão anónima e enfrentar esse medo que jaz no meio do colectivo da nação.
E por isso assim escreveu  Almada Negreiros que "O Povo completo será aquele que tiver reunido no seu máximo todas as qualidades e todos os defeitos. Coragem portugueses, só vos faltam as qualidades.". Também Eça de Queirós o retratou de molde idêntico ou ainda Guerra Junqueiro, e muitos outros escritores ou homens de ciência.
Esta “estranha forma de vida” é aliás titulo de canção e assumidamente o nosso “core operativo” como povo, e por isso não admira que sejamos continua e abominávelmente governados e sempre continuemos dispostos a assumir que esta abjecta forma de ser escravizado é normal e que tanto faz, porque “tira-se de lá um de uma cor política e coloca-se outro” que também vai fazer mais do mesmo e “continuar a roubar” sempre e mais o povo. Opinião esta tantas vezes ouvida por quem circunda em redor das nossas vidas!
Mas temos que admitir que os governantes que escolhemos não passam de gente do povo como nós, com os mesmos condicionamentos culturais e a mesma “história de vida”. E aqui faz-se jus ao provérbio de que “cada povo tem os governantes que merece”.

Pois, o grande problema do medo e de uma cultura assente na crença (ainda que inconsciente) e de que os outros são sempre mais fortes (e aqui reside a ideia pre-instalada ao longo dos tempos de que por sermos um país pequeno, somos igualmente mais fracos e não tão capazes como outros povos), reside no facto de que somos muito inclinados a não tentar descortinar para além do hoje e do agora, continuando encerrados nos nossos  medos ancestrais, e não fazermos nada, que não seja insistir na não mudança e  sempre a submissão aos que consideramos, são os mais fortes!


E este “modus operandi” manifesta-se em tudo o que tocamos, seja a governação do país, a gestão das empresas ou a nossa actuação como indivíduos e enquanto cidadãos! Estamos todos toldados pelo medo e pelo marasmo ancestral que carregamos nos nossos genes individuais e colectivos. E deste modo presos dentro de nós mesmos e amarados por um poder invisível, que nos condena ao imobilismo, miserabilismo e ao fatalismo que bem é descrito pelo fado canção com o “destino marca a hora”, “povo lavas no rio … e talhas as tábuas do teu caixão”, etc. E há aqui até uma certa atracção pelo abismo e fatalismo, com que temos vindo a ser marcados geneticamente, ao longo das sucessivas gerações.
Ser português implica um condicionamento genético, que incorpora toda uma cultura e marcadores somáticos, que à nascença implicam logo a activação de um conjunto de neurónios predispostos a aceitar a submissão, a incapacidade critica e o tal sentimento de inferioridade e menoridade.  Daí uma certa cumplicidade e uma atracção por uma “estranha forma de vida” e de aceitar o fatalismo e a predestinação, ainda que quase sempre na sua maioria de forma inconsciente, ainda assim atracção não menos forte por isso.  
A grande maioria das nossas decisões, sabe-se hoje pelo avanço da neuro-ciência, têm a ver com a nossa parte do cérebro de onde emanam as emoções e não pelo núcleo mais evoluído do cérebro (neocórtex), como se pensava até hoje.
E é aqui e pelo que atrás expus, que ser português em Portugal é já um estigma que à partida nos deixa, de uma forma geral, em desvantagem perante a grade maioria dos povos, em minha modesta opinião.

Sendo nós até à actualidade, um povo com manifesta e insuficiente clarividência,  mantido desde sempre desinformado ou até na sua maioria na ignorância  sempre manipulado, é completamente impossível contornar este condicionamento genético de, a tudo e todos se submeter e mesmo de sentimento de inferioridade entre outros dos aspectos acima descritos.(*)

Como tal, os portugueses e a nação não têm qualquer hipótese de escapar a lideres sempre corruptos e/ou incompetentes, que naturalmente conduzem a um povo cada vez mais ignorante e/ou desinformado e assim sempre submisso a tiranos sem fim.  E isto assumindo a tirania as várias facetas que a caracterizam, sejam elas de cariz medieval, pré-industrial ou até de base tecnológica, como se nos começa a desenhar o futuro.
E é importante de realçar que  ignorância de hoje, num mundo cada vez mais complexo, já não é só o não saber ler, mas sim a necessidade de uma capacidade critica e clarividência próprias, que impeçam a manipulação fácil das mentes e o aproveitamento de uns quantos para subjugar pelo exercício abjecto do poder, uma maioria assim à mercê da ganância continuada e da autêntica forma predatória como é explorada uma grande maioria do povo português.

Em minha opinião também este condicionamento biológico, assegurado por um conjunto de marcadores somáticos que nós carregamos à nascença e que até aos nossos dias tem “talhado” fatalmente o nosso futuro colectivo, por uma manifesta incapacidade para gerirmos o progresso e nos desenvolvermos como um povo mais avançado e culto, só pode ser inflectido através de uma disrupção nos sistemas educativos da nação e por uma aposta estratégica e de visão,  na educação para a vida, destinada a todos os cidadãos.

Poder-se-á questionar que isso sairia muito caro a um país empobrecido à força, como nós estamos actualmente a ser condenados! Mas nem isso já hoje é verdade, porque graças às tecnologias da actualidade é possível conceber sistemas de educação mistos, em que uma parte do ensino é garantido apenas por sistemas tecnológicos e a outra por professores adequadamente preparados para esta nova missão, e a quem caberá mais nobre função do país (em minha opinião), que é a de formar (educando) os cidadãos que irão ser o novo futuro de Portugal e marcarão o inicío de uma nova geração, a qual inflectirá o rumo da nação (finalmente) em direcção ao sucesso e à grandeza de Portugal.

Como tal, só através de um ensino que estimule o espírito critico, um sentimento de cidadania e pertença ao mundo global e cultivando uma certa rebeldia, não deixando que o comodismo e o fatalismo se acondicionem ainda mais, dando lugar à força genética que logo se impõe, na ausência de outros estímulos, os portugueses poderão vir almejar um futuro digno desse nome e  a ousarem na construção de uma nação melhor, mais justa e também mais evoluída no seu colectivo.

Francisco Gonçalves In “Notas Soltas”
27 December 2012
( Francis.Goncalves@gmail.com )



"Diz-se Que O Povo portugues vive dominado Pelo eterno messianismo; Que um Fraqueza SUA (! OU SUA uma Força) Consiste los Confiar Sempre da Providencia, fazer Acaso, do Destino e Nunca de hum Plano raciocinado e assente ".
[Maria Amália Vaz de Carvalho]


(*) De referir que durante a minha adolescência vivi alguns tempos de férias em casa de meus avós maternos, numa aldeia bem no centro do país, e pude constatar muitas das realidades identificadas para fundamentar este artigo! Outras fontes incluem investigações recentes em neuro-ciência e padrões  comportamentais de diversos povos e culturas.


Artigos relacionados:
1) Veja como Portugal cumpre exactamente os 10 critérios para manter um povo completamente IDIOTA!

19/12/2012

As organizações estrela-do-mar e aranha - O fenómeno das organizações sem líder !!

As organizações estrela-do-mar e aranha

Regra nº 1 Des-economia de Escala

Tradicionalmente, quanto maior a empresa ou instituição, mais amplo era o poder a exercer. No passado, os pequeno competidores podiam gozar das vantagens de serem flexíveis, mas a aposta segura teria sido nos grandes jogadores.
A descentralização mudou tudo. A AT&T era gigantesca, tinha uma infra-estrutura pesada e os seus empregados eram às dúzias de milhares. O Skype tinha apenas uns quanto empregados e um punhado de PC. Uma vez que não tinham ordenados para pagar, despesas de marketing ou instalações amplas, O Skype podia prosperar com receitas mínimas.
Entrámos num novo mundo onde ser-se pequeno pode trazer uma vantagem económica fundamental. À medida que as des-economias de escala vão aumentando, o custo de penetrar num novo mercado decresce drasticamente. Os pequenos tornam-se nos melhores. "Ou ainda mais vale poucos e bons que....".

Regra nº 2 O Efeito de Rede

O efeito de rede é o aumento do valor global da rede por cada novo membro admitido. Cada telefone ou fax adicional trazem valor acrescido a todos os outros telefones ou faxes do mundo.
Frequentemente e, sem gastar um tostão, as organizações estrela-do-mar criam comunidades onde cada novo membro traz valor acrescido à rede.
Empresas como a eBay e eMule usaram o efeito de rede não só para sobreviver, como também para prosperar. Cada novo site na Internet torna toda a rede mais rica em informação.

Regra nº 3 O Poder do Caos

Enquanto está a ler este livro, os Pais de todo o mundo estão a suplicar aos filhos que limpem o quarto. "Como consegues fazer alguma coisa no meio desta barafunda!!!".
Da mesma forma há a ideia convencional de que, para gerir uma organização, tem que haver organização e estrutura.
Mas, no mundo descentralizado, os jovens desarrumados podem alegrar-se. Ser caótico compensa. Em sistemas aparentemente caóticos, os utilizadores são livres de fazerem aquilo que bem entendem.
Os sistemas estrela-do-mar são magnificas incubadoras para ideias criativas, destrutivas, inovadoras ou mesmo completamente malucas. Vale tudo. As boas ideias atrairão pessoas (tal como as más!!) e, formando um circulo cada vez maior, elas executarão o plano a que se propõem. Instituindo uma ordem e estrutura rígidas, poderá conseguir-se uma normalização, mas a criatividade será esmagada. Quando a criatividade é valiosa, aprender a aceitar o caos é imperativo e mandatório.

Regra nº 4 O conhecimento nas margens

Nas organizações estrela-do-mar, o conhecimento distribui-se pela organização. Um exemplo bem recente é o sucesso da Wikipédia, Jimmy Walles compreendeu bem depressa que em algum canto do mundo haveria certamente conhecimento especializado em galgos, outros seriam peritos em História e assim por diante.

Regra nº 5 Todos querem contribuir

As pessoas que integram uma estrutura estrela-do-mar não têm apenas conhecimentos: têm um profundo desejo de partilhar e contribuir. A cultura da partilha de informação e conhecimento é um grande trunfo destas organizações, guindadas ao sucesso.

Regra nº 6 Cuidado com a resposta da Hidra

As organizações estrela-do-mar (organizações descentralizadas) são óptimos lugares para as pessoas contribuírem, e sim, fortalecem o sentimentalismo, motivando a emotividade e logo tirando partido da inteligência emocional. Mas ataquem uma estrela-do-mar e terão uma surpresa.
Quem atacar uma organização descentralizada acabará por se recordar de Hidra, o monstro de muitas cabeças da mitologia grega. Se lhe cortarem uma cabeça, surgirão duas em sua substituição. Há formas de combater estas organizações, mas nunca as combaterá cortando-lhe a cabeça (ela simplesmente não existe, mas muitas existem e outras se formarão rapidamente).

Regra nº 7 Os catalisadores são os maiores

Temos a tendência natural e convencional para querer saber quem é o chefe, quem manda de forma absoluta numa organização.
Embora não respondam pelo papel de presidentes, os catalisadores são cruciais para estas organizações. São eles que mobilizam e motivam toda uma organização, ao seu nível, na execução das tarefas necessárias ao seu objectivo definido de forma ideológica. E sem ideologia não existem organizações estrela-do-mar.
Numa organização estrela-do-mar as pessoas fazem o que querem e os melhores catalisadores são aqueles que põem as pessoas em contacto e vão marcando o passo da ideologia definida.
Mas cuidado: se um catalisador for transformado em presidente, toda a rede ficará em perigo.!!!!

Regra nº 8 Os valores ideológicos são a Organização

A ideologia é o combustível que alimenta uma organização descentralizada. Retire-se a ideologia e/ou os princípios a uma organização estrela-do-mar e ela perecerá de imediato.
Querendo mudar uma organização estrela-do-mar, a melhor forma é mudar-lhe a ideologia que lhe está subjacente.

Regra nº 9 Medir, Monitorizar e Orientar

Só porque as organizações estrela-do-mar tendem a ser ambíguas e caóticas, tal não significa que os seus resultado não possam ser medidos. Mas, ao medir uma organização deste tipo, mas vale estar vagamente certo do que rigorosamente errado.
Orientar uma organização descentralizada requer alguém que é um misto de arquitecto, chefe de equipa e observador extasiado.

Regra nº 10 Espalmar ou ser Espalmado

Há várias formas de combater uma organização descentralizada. Podemos mudar-lhe a ideologia dos membros ou tentar centralizar a mesma. Mas, frequentemente, a melhor hipótese de sobrevivência é o lema "se não podes vencê-los, junta-te a eles..".
No mundo digital, a descentralização continuará o seu caminho (o caminho do caos....!!) e invariavelmente irá mudar e transformar a indústria e a sociedade.
Combater essas forças de mudança é, na melhor da hipóteses, contra-producente. Mas essas forças se aproveitadas e transformadas são um poder imenso: pergunte-se aos partilhadores de músicas, aos utilizadores do Skype, aos comerciantes do eBay, e por aí fora?
Sim, as organizações estrela-do-mar parecem, de início, ser desarrumadas e caóticas. Mas, quando começamos a apreciar a sua actuação e sucessos e todo o seu potencial, o que de inicio nos parecia ser uma entropia revela-se afinal, uma das mais poderosas forças que o mundo alguma vez viu.

Texto extraído do livro " A Estrela-Do-Mar e a Aranha" - Fenómeno das Organizações sem lider, de Ori Brafman e Rod A. Beckstrom, em 2008.

O mercado de Smartphones em 2015 segundo a IDC e não só !


O mercado de Smartphones em 2015 segundo a IDC e não só !

por Francisco Goncalves a Sábado, 2 de Abril de 2011 às 1:46 ·

Tenho boas e más notícias - Boas para a Google e Más para a MicroSoft !

Segundo  a IDC o sistema operativo Android vai liderar e Windows Phone será vice (atrás) em 2015.
O O/S Symbian da Nokia estará em apenas 0,2% dos smartphones, de acordo com a projecção.

O Apple Iphone (IOS) terá o seu nicho de mercado, tal qual a Apple se tem posicionado neste mercado, e as minhas projecções apontam para que em 2015 o Iphone tenham um mercado que se deve ficar abaixo dos 20%.

A empresa de estudos de mercado IDC tem uma notícia que possivelmente vai agradar a Steve Ballmer, cuja cabeça foi pedida algumas vezes lá na Microsoft  — antes do acordo com a Nokia, o que parece ter acalmado os ânimos (e eu acho que só peca por tardia, mas enfim a MicroSoft é que sabe com que linhas se vai coser!!).

De acordo com a firma, o Windows Phone 7 será a segunda plataforma móvel mais usada daqui a 4 anos nos smartphones.

Esta é uma projecção da IDC, mas a minha projeção ou intuição, leva-me a afirmar que a IDC está errada neste ponto, e não só, e que o Windows 7 e Nokia estarão bem mais abaixo, atrevendo-me mesmo a dizer que se situarão na faixa dos 30% ou mesmo abaixo, isto se esta dupla ainda se mantiver de pé em 2015. We will see !!

Até porque se prevê a entrada no mercado de outras duplas de Hardware e Software que a IDC não considerou de todo, e que eu acho deverão apanhar uma fatia interessante deste mercado. Embora ainda não haja fornecedor de hardware definido, direi que o O/S será baseado em sistemas abertos (tal como o Android) e um dos O/S será o Ubuntu Linux Phone. E bem, veremos se haverá mesmo mais surpresas, principalmente ao nível da dupla Nokia-MicroSoft!!

Ainda nas projeções da IDC, o Android aparece com uma concentração de mercado de 45,4% em 2015, com aumento de quase 6 pontos percentuais frente ao market share que apresenta atualmente (39,5%). Cabe sublinhar segundo a IDC, a Google dominará quase metade do mercado global de smartphones.

Também de acordo com a minha intuição e em sintonia com o que acima predisse, a Google terá uma dominância na ordem dos 50% do mercado. Bem acima do que a IDC preconiza nos seus estudo. Again, we will see!!

A estratégia ultra agressiva da google não passa só por conquistar os smartphones, (estes serão mais um meio do que um fim em si, daí a importância da tentativa de dominância do mercado o mais possível), mas sim usar os mesmo como trampolim para outras aplicações como o prenunciam os já recentes acordo com a CitiGroup e MasterCard, a publicidade já importante fonte de revenue no mobile, as aplicações e mesmo a mineração de dados sobre esses dispositivos, como forma de explorar ainda mais a sua base de dados de intenções, estratégia já de há muito tempo e em consolidação permanente.

E convem não esquecer que a google tem na sua missão de empresa "A organização de toda a informação e conhecimento do mundo". Objectivo ambicioso? Veremos! 

P.S. Muito embora eu também tenha grandes dúvidas sobre as projecçõess ultra simpáticas da IDC sobre o duo Nokia-Microsoft, e de que provávelmente será a MicroSoft a ficar mesmo atrás do Iphone, li uma crónica recente de alguém também muito próximo da indústria que disse "Será mais fácil os porcos virem a voar em 2015 do que a MicroSoft ultrapassar o Iphone da Apple". Fica a mensagem e o aviso!

Francisco Gonçalves in April 2011


14/12/2012

É má gestão, que contribui para baixas de produtividade dos Europeus ?


Será a má gestão, que contribui para baixas de produtividade dos Europeus ?    

Autor: Adam Crouch

Os americanos têm sempre olhado para a Europa como o velho mundo. Agora eles têm mais um motivo para qualificar essa diferença. A Europa está a envelhecer muito mais rápido do que o mundo novo. O velho mundo enfrenta um grande desafio demográfico. Este ano, a expansão da União Europeia de 15 para 25 países, aumenta sua população de 380m a 455m, muito à frente do América com 295m. Ainda em 2050, os Estados Unidos terão duplicado a sua população: se as previsões se confirmarem, haverá 420m americanos, em comparação com 430 milhões de europeus.
........
A expectativa de vida está aumentando a um ritmo idêntico na maioria dos países ricos, embora não na Rússia. Assim, a fertilidade é baixa o que explica porque a população da Europa está a envelhecer mais rápido do que a americana. Na Alemanha, a idade mediana aumentará de 40 em 2000 para 47 em 2050, na Itália, vai chegar a 50 já em 2025. Na América, pelo contrário, irá subir apenas de 35 em 2000 para 40 em 2050.

Vamos agora ver a multiplicidade de problemas que ter uma população muito mais velha e o que este facto vai causar para a Europa. Algumas soluções possíveis :

Crescimento mais rápido da produtividade ajudaria, mas seria tolice assentar a estratégia sobre esta premissa. Na verdade o crescimento da produção por trabalhador pode muito bem cair no envelhecimento da economia, dada a ligação entre a inovação e a juventude. O empreendedorismo tende a ser mais forte em populações mais jovens, diz Sylvester Schieber, director de pesquisa da Watson Wyatt.

Tenha-se em mente que a produtividade europeia já está baixo em relação a seus pares, e o rápido envelhecimento é susceptível de agravar ainda mais esta situação.

Mas porque é que a Europa tem problemas com a produtividade? Porque as nações europeias não são tão produtivas quanto os seus pares económicos? As Leis trabalhistas e uma falta de investimentos em TI  são nomeadamente algumas das principais razões, mas um novo culpado já foi descoberto: A má gestão.

A Proudfoot Consulting realizou uma estudo tendo em consideração as diferenças no crescimento da produtividade entre os países, e as causas por detrás deste. Eles adoptaram uma abordagem a nível micro, perguntando a executivos sobre os problemas que sufocam o crescimento da produtividade nas suas empresas. E eles descobriram que o maior obstáculo à produtividade, especialmente na Europa é o "insuficiente planeamento de gestão e controlo":

Factores que observamos nesta categoria foram:

  • medida não-existente, deficientes ou inadequados procedimentos
  • objectivos muito baixo, muito alto, ou contra seus pares em vez de 'absoluta' e busca da excelência e da superação individual.
  • problemas ignorados ou não previstos
  • comunicação inadequada
  • indicadores chave de desempenho não definidos ou mau desempenho medido inadequadamente.
  • planeamento de uma perspectiva já existente (e muitas vezes intrinsecamente errada), em vez de olhar para uma perspectiva potencialmente melhor.

Aqui está o que The Wall Street Journal diz sobre ele:

"Talvez baixa produtividade na Europa não seja um resultado de curto horário de trabalho ou tecnologia inadequada após tudo o que se têm especulado - mas sim um produto puro e simples de má gestão.

"Gerindo para a mediocridade", um estudo publicado pela Proudfoot Consulting, onde foram observados os trabalhadores em nove países, mais de 10.000 horas e constatou-se que os patrões estão por detrás de baixa produtividade, uma noção que desmascara a sabedoria convencional. "A culpa pode ser colocada directamente nos pés de gestão, que é acusado de falta de planeamento da gestão e controle e de prestação de supervisão inadequada", diz um comunicado que acompanha o estudo.

Que os anéis de uma nota de verdade Andreas Kiffe, que trabalha em uma das maiores instituições financeiras da Alemanha, em Frankfurt. Sr. Kiffe disse que ele possa de fato ser 
mais produtivo se o seu supervisor estava mais perto espiando por cima do ombro. "Agora o meu chefe está de férias, e é uma espécie de silêncio no momento", diz ele com um sorriso. Compreensivelmente, o banqueiro preferiu que seu patrão não fosse mencionado.

E essa atitude vem da Alemanha, que entre os países incluídos no estudo tinham pelo menos o "perdido" dias de trabalho por trabalhador por ano - apenas 74 no total - o que sugere que pode haver algo a ser dito para a eficiência alemã. Um dia perdido é definido como um dia inteiro de trabalho, durante o qual o trabalhador não fez nada. "

Barry Ritholtz fez um pouco mais de pesquisa, combinando isso com visões do Banco Central Europeu. Vale a pena experimentar.

(Via BlogTalkRadio) Quando a mediocridade vence!
Os Links originais deste artigo em Inglês : 


http://bigpicture.typepad.com/comments/2004/09/weak_european_p.html

A produtividade e o crescimento da produtividade devem ser a primeira consideração económica em todos os momentos, não o último. Essa é a única fonte da inovação tecnológica, de mais emprego e maior riqueza."
[William E. Simon]


"Uma variedade de estudos nacionais e internacionais indicam que a implantação de uma ampla base de tecnologias de sistemas de informação pode ter um impacto substancial na produtividade económica de nosso país e crescimento, bem como o sucesso educativo e social dos nossos cidadãos." [Tim Holden].

Ver também artigo sobre a situação da TI em Portugal e no Mundo (artigo de opinião).


Por Francisco Gonçalves in 14Dec2012
( francis.goncalves@gmail.com )

O poder quando não se legitima pela conquista diária, torna-se ilegítimo, corrompe e é corrompido!

06/12/2012

Portugal "versus" o progresso global das nações!


Portugal e os portugueses têm que se libertar do peso da história e passar a inovar e a modernizar-se, nem que para isso seja necessário cada um de nós re-inventarmo-nos todos os dias! 

O poder económico já não é mais a única alavanca do progresso e hoje o conhecimento e o "saber fazer" estão a uma escala global, permitir que todos os povos possam, desde que disponham da imaginação suficiente, entrar no jogo global da inovação.

Já não dá mais "continuar a fazer as coisas como no tempo dos romanos" porque os chineses fazem bem melhor!

Precisamos sonhar e inovar como prática diária e sobretudo diversificar as nossas experiências e os nossos interesses pessoais e profissionais. E sobretudo precisamos estar conscientes de que estudar é um acto para a vida e não apenas durante a fase que se designa de escolaridade!

O mundo está a mudar a um ritmo alucinante e e a globalização está aí para nos desafiar a todos: governos, estados, cidadãos, empregados e patrões.

Se não percebermos todos (mas todos mesmo) isto, rapidamente seremos ainda mais ultrapassados e mais atrasados ficaremos relativamente aos países mais tecnológica e socialmente avançados!

O comboio do progresso para nas estações, mas é preciso estar lá na hora certa para o apanhar!

Francisco Gonçalves in "Notas Soltas" @06Dec2012
( francis.goncalves@gmail.com )

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