16/06/2012

O Futebol Profissional e a pobreza em Portugal andam de mãos dadas! Sabia ?

Para os meus "loucos" amigos, e para todos os portugueses em geral, que dizem que o futebol é um fenómeno de massas, que traz riqueza para o país, que no entanto até leva à loucura e ao mais completo fanatismo, com violência nos estádios, discussões e querelas que quase sempre terminam fatídicamente e outros fenómenos bem negativos para a sociedade, eu gostaria de vos deixar aqui algumas mensagens simples, para que possam reflectir um pouco sobre essa vossa obsessão clubística e do chamado fenómeno "desporto de massas".
Obsessão essa que sai cara ao País, aos contribuintes, tem mesmo hipotecado o futuro da Nação e que de uma forma geral, ajuda a criar ainda mais pobreza e miséria na sociedade, isto para além da fatal pobreza de espírito, que é aquela que é mais difícil de combater, e é a mãe de todos os outros tipos de pobreza do País, neste caso concreto.

Portanto aqui fica a lista para vossa reflexão e explicação posterior, se assim o pretenderem :
1) Passivo dos clubes portugueses ascende os 634 MEOs passivos das SAD's dos 32 clubes profissionais de futebol ascendem aos 634 milhões de euros. Só Benfica, Sporting e Porto são responsáveis por quase 70 por cento desse valor....
2)  Os clubes de futebol, que em 1998 tinham dívidas ao fisco de 58 milhões, beneficiaram de plano de pagamento por 12 anos, para o qual se canalizaram as receitas dos jogos sociais. Em 2004, quando se apurou o saldo da primeira tranche, de 29 milhões permaneciam em dívida 20; no final de 2010, quando se apurou o saldo da segunda tranche, de 29 milhões restavam em dívida mais 13, remetidos na altura para execução......
3) Grandes” com dívidas de 350M € aos bancos!....
4) Dívidas ao fisco colocam futebol profissional em risco
A administração fiscal notificou a Federação Portuguesa de Futebol e a Liga por dívidas relativas ao Totonegócio. Em causa estão 13 milhões de euros e o Governo não está disposto a perdoar. Os clubes têm um mês para pagar. O Presidente do Sindicato dos Jogadores pede bom senso ao Governo......
5) As dívidas fiscais dos clubes portugueses de futebol triplicaram durante o último ano, segundo avança hoje o jornal "Público". A verba em incumprimento ascende já aos 15 milhões de euros, enquanto em Agosto do ano passado se situava nos 5,6 milhões......
6)  Dívidas dos clubes de futebol e noção da justiça contributiva.
No âmbito do acordo firmado em 25 de Fevereiro de 1999, conhecido por “Totonegócio”, os clubes aceitaram pagar, através da Liga de Clubes e da Federação Portuguesa de Futebol, cerca de 56,8 milhões de euros de dívidas fiscais existentes até 31 de Julho de 1996. .....
7) Clubes em Portugal com dividas e das grandes às finanças ! ......
8)  Futebol: Clubes pedem ajuda ao Governo para evitar falência
Quase 80 clubes de futebol, entre os quais Benfica, Porto, Braga e Sporting, devem 33 milhões ao Fisco, por isso intensificam-se os contactos entre o setor e o Governo para evitar a falência, segundo o Diário Económico desta terça-feira. ....
9) Clubes portugueses são os mais gastadores da Europa -
O futebol português é para já o mais gastador da Europa no mercado de Inverno, com 17 milhões de euros investidos em novos jogadores. ....

... e uma lista interminável de escândalos, corrupção nunca sancionada, fuga ao fisco entre muitos outros crimes que têm sido todos branqueados ao longo desta "democracia de sucesso", com mais de 38 anos.
É pois deste "desporto" que sentis Orgulho e vibrais em nome de Portugal ?? É esta a ética, a moral e o carácter que querem ver postos em prática no País em geral, ou isto é uma excepção para "desportistas" apenas ? 
Se acham que sim então sugiro que continuem a gritar GOOOOLLLOOOO enquanto eles vos roubam ainda mais, e vão deixando o país cada vez mais pobre também!

Presumo também que é desta riqueza que o futebol traz supostamente ao país, de que todos tanto falam, perdoam tudo e sempre se orgulham e mesmo vangloriam !?
Mas se pararem um pouco para reflectir e se lembrarem, das agora fortemente faladas imparidades bancárias, facilmente poderão concluir que são os vossos impostos, dos ultimos 38 anos, que têm andado a suportar todos estes golpes, também ao país e ao seu povo !

Ainda assim acham bem que devam continuar a gritar GOOOLLLLOOO enquanto a grande maioria dos portugueses está a atravessar dificuldades, mesmo para por comer na mesa aos seus familiares??? 
Pois, pobre povo ignorante que é facilmente (des) governado impunemente por este gang de corruptos, que em 38 anos de suposta democracia, também levaram já o país à mais absoluta falência, condenando mesmo o seu futuro à mais vil pobreza e decadência puras!

"O truque supremo da demência em massa é que convence que a única pessoa anormal é aquele que se recusa a aderir na loucura dos outros, aquele que tenta resistir." [dramaturgo Eugene Ionesco].

Francisco Gonçalves in 16June2012
(Francis.goncalves@gmail.com)

07/06/2012

Governação de código aberto e e-democracia

As nossas estruturas governamentais são descendentes das democracias introduzidas no Séc 17 em Inglaterra e em meados do Séc 18 na França e na América. Estas foram concebidas em tempos, em que informação não podia viajar mais rápido que à velocidade de um cavalo.
 Com a tecnologia do século 18, a única maneira viável, para que as pessoas tivessem uma palavra a dizer nas decisões cívicas era para cada área, ter de designar um seu representante para falar em seu nome. Esta foi uma revolução na colaboração e abertura, quando foi introduzido este novo modelo de então, para substituir monarquias, mas não foi actualizado sequer nos 200 anos seguintes. E é neste ponto em que ainda hoje nos encontramos a braços com sistemas de democracia concebido para o séc 18, em pleno Séc 21, e num mundo em que a ciência e o conhecimento, avançam em ciclos de meses.

Esta, à luz das novas tecnologias e do desenvolvimento atingido nos últimos 200 anos, está nos nossos dias, não só obsoleta como até se torna cada vez mais perigosa para os cidadãos.

 Temos agora a possibilidade de criar uma democracia que é directa e não representativa, onde cada cidadão pode apresentar ideias, questões a debater e votar as coisas que lhe interessam. Isso é aquilo a que se pode designar por democracia aberta ou de governação open-source ou melhor a democracia participativa directa. É simplesmente a aplicação da ideia de democracia aos tempos modernos, portanto nada de mais.
O século 21 é e continuará a ser mais, uma época de mudança, exponencialmente rápida em cada área da humanidade. Tudo está a mudar e agora de uma forma que nunca foi antes vista na história da humanidade. Medicina, ciência, tecnologia, arte, as estruturas sociais e até mesmo o tomar consciência sobre as novas formas de pensar e executar, a cada poucos anos, isto é com ciclos de mudanças que chegam já a ser de poucos meses. 

Talvez a maior exigência para a estrutura organizacional em torno dessas inovações permanentes, é a capacidade de acompanhar a mudança. Mudanças na política, de rápida comunicação não eram possíveis com a tecnologia do século 18, por isso não foram ponderadas sequer numa democracia do século 18. 
Mas, com a colaboração aberta e a moderna tecnologia digital, as organizações podem mudar tão rapidamente quanto os humanos na base das alterações de conhecimentos que vão ocorrendo. (Este é um tema recorrente deste wiki, veja por exemplo a medicina Open-source).

É agora possível a toda a população estar actualizada ao minuto, com informações e dados relevantes para as decisões cívicas, para serem interrogadas na horas ou minutos, e para alterar decisões à luz de novos dados tão rapidamente, que o seu funcionamento hoje diz-se de tempo real, isto é no momento. 
A Democracia digital, pode responder mais rapidamente do que o modelo do século 18 incómodo, em que o governo é alterado apenas a cada poucos anos, e as políticas não podem ser facilmente alteradas, uma vez que entravam em vigor. Tudo demorava meses e anos e isto porque os sistemas de comunicação entre os próprios membros do estado e com as populações eram lentos e progrediam de igual forma, isto é apenas eram possíveis decorridos muitos meses ou alguns anos.

Descentralizar o poder de decisão tem a vantagem de eliminar egos que antes eram postos na equação. Estamos todos familiarizados com o espectáculo de políticos que tentam alegar que uma decisão que eles fizeram era a certa, quando logo a seguir se tornou evidente que é era completamente errada. 
Os políticos eram, e ainda são, obrigados a fazer isso porque uma estrutura democrática, que centraliza o poder de decisão em suas mãos, e a população a cumpri-la bem longe deles e das suas decisões assim burocratizadas. Pior, para proteger a sua reputação, os políticos devem sempre parecem estar certos - mesmo quando eles são claramente errados. 

Com a administração em código aberto, por outro lado, os erros podem ser corrigidos, logo que eles se tornam aparentes. Se um curso de acção acaba por ser ineficaz, pode simplesmente ser alterado. Ninguém perde o rosto, porque nenhuma pessoa foi responsável pela tomada de decisão em primeiro lugar, porque esta foi de fonte colaborativa na sua essência e sujeita a escrutínio directo.

"A democracia é uma coisa impossível até que o poder possa ser partilhado por todos." - Mahatma Gandhi

Francisco Gonçalves
(francis.goncalves@gmail.com)

Baseado em artigo no original Open-Source Governance
e direitos de autor reservados para adciv.org ( Advanced Civilization )



O sistema de democracia em que vivemos e que está totalmente obsoleto !

Uma das grande falhas dos sistemas de democracia em que vivemos, que no entanto foram concebidos há 200 anos, quando os cavalos eram a medida de deslocação (em velocidade e não só), representam na sociedade moderna em que vivemos, um perigo enorme para os cidadãos (e os portugueses estão a conhecer o sabor amargo desse mesmo perigo com toda a força!).
O pior perigo que estas democracias encerram é a incapacidade de os poderes que foram (bem) concebidos há 200 anos para se supervisionarem mutuamente, e que hoje face às transformações enormes que as sociedades sofreram, são totalmente inúteis e só favorecem um circulo vicioso de tráfico de influências e corrupção, (bem) comandados a partir do interior dos próprios sistemas de "democracia" partidarizada.
Poderá mesmo dizer-se que o actual sistema de democracia por concepção e por ter caducado e estar obsoleto, está também ferido de morte e sem qualquer capacidade de regeneração a partir do seu interior.
Para acabar com estes perigos enormes que aprisionam por completo as democracias actuais, tornando os cidadãos reféns de uma autêntica ditadura do sistema que até foi criado para os proteger, só há uma saída possível:
A deposição dos actuais sistemas politicos e a sua re-invenção e adequação aos tempos modernos, em que enfrentamos enormes economias de escala e a um nível global, pelo qual tudo está a ser posto em causa desde a forma de trabalhar, colaborar até à forma como nos divertimos e socializamos.

Francisco Goncalves in 04April2012


Ver Video do Prof. Paulo Sotero sobre :

A crise e o Direito, FDUNL, 22 5 2012



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