30/06/2011

A ocidente nada de novo, e a "mesmice" parece perdurar para sempre !

A incompetência dos nossos politicos e governantes é demais para que possa ser verdade! Todas as medidas que estão a ser tomadas não passam da "mesmice" e não há na realidade novidades, a não ser algumas tiradas lançadas para a imprensa, mas sem qualquer efeito prático real.

Impostos e mais pobreza para os mais fracos da sociedade e os fortes continuam intocáveis!


Mais sacrificios para os pobres e nem um pingo de solidariedade ou de justiça social, e muito menos ideias simples mas eficazes que poderiam dar indicações de que algo poderia mudar.

Por exemplo se queremos restringir o consumo e em especial as importações, porque não uma taxa de IVA de 50% sobre produtos importados de luxo, como automóveis topo de gama, embarcações de recreio, produtos de consumo de luxo em geral, a que só os mais ricos têm acesso??


Baixar a TSU e facilitar os despedimentos não vai aumentar a competitividade e ninguém ainda conseguiu provar que teria esses efeitos. Ou querem-me convencer que o nível cultural e de principios de um Finlandês ou Inglẽs é igual ao de um Português? Claro que todos sabemos muito bem infelizmente que não, e como tal o que poderia resultar num desses países, não vai resultar em Portugal e pelo contrário vai produzir efeitos adversos, isto é gerar mais desemprego e salários mais baixos, que por sua vez em espiral vão trazer mais miséria e menos competitividade ainda. Ou esperam milagres??


Todas estas medidadas são basedas em meros palpites, em ideias que resultaram noutros países com outras realidades, e sem qualquer comprovação ou o mínimo de rigor sobre os seus efeitos práticos em Portugal e o resultado vai ser mais penalizações para os mais pobres e maiores sofrimentos para um povo já de si desesperado e que apenas sobrevive já no seu dia a dia!

Em vez disso porque não aumentar o IVA de alguns produtos menos essenciais, que sejam considerados de luxo, constituido-se esse aumento num fundo social rigorosamente gerido para o apoio aos mais carenciados, em cuidados de saúde, alimentação e educação!


Se querem aumentar a competitividade e a inovação porque não estimulam realmente o empreendedorismo facilitando às empresas que lancem projectos inovadores, 3-5 anos de uma taxa de IRS mais reduzida e facilidades nos descontos para a S. Social, durante um periodo considerado de incubação destas empresas??

Será que os nossos politicos e governantes são sempre nomeados e escolhidos pelo povo, por serem sub-dotados e sem capacidade ou inteligência para tomarem medidas que não repitam os erros do passado, e não saibam fazer face aos desafios do presente e de uma sociedade que se quer mais justa e menos desajustada e desiquilibrada socialmente??


Estaremos nós condenados para sempre a ser governados por inaptos e ignorantes, que se fazem passar por "espertos", mas que não passam de burocratas e mangas de alpaca, e autênticos cobradores de impostos medievais, que rapinam os pobres, para que uma classe de oportunistas continue a viver fastosamente, enquanto se assiste ao continuo depauperar da Nação??!


Afinal Oliveira Salazar conhecia por demais os portugueses quando afirmava que "Os homens em geral mudam pouco, mas os portugueses gostam de mudam ainda muito menos".


Nem Camões que já antevia e assumia que a mudança era a unica constante da vida e dizia que "mudam-se os tempos mudam-se as vontades", parece não nos ter ensinado nada que nos valha de salvação, porque teimamos em querer fazer sempre o mesmo e cometer os mesmos erros, vezes sem conta!


A ser assim e a enverdarmos por este caminho por demais conhecido, a seguir aos gregos, seremos pela certa o freguês que se segue!


Francisco Gonçalves

29 June 2011

francis.goncalves@gmail.com


22/06/2011

O novo governo e a esperança sempre renovada dos portugueses!

Os portugueses são, e sempre foram, fortemente guiados nas suas acções diárias pelo situacionismo e o conformismo sem limites, ao ponto de dizerem que é de bom tom ser optimista, confundido optimismo sério com o passar cheques em branco a uma classe politica que os tem enganado sucessiva e demagógicamente ao longo de 37 anos.


O optimismo é importante e é desejável que se deva combater sempre o conformismo, mas considero que alimentar esperanças sem fim, que apenas dependem dos outros (neste caso dos politicos), para que tudo possa mudar em portugal, deverão todos concordar comigo que apenas e só se trata da mais pura condenação das nossas vidas e do nosso futuro à mais triste sorte!


O que os portugueses fazem é continuar a ter a esperança num D. Sebastião, que surge num dia de denso nevoeiro e por entre as brumas, e que se apronta a resolver, como por magia os problemas todos sem que nós precisemos de mudar de vida ou fazer cada um de nós algo, para que finalmente as coisas comecem a mudar neste pobre país. Ou seja estamos sempre a confundir esperança com optimismo e este com crença cega de que como por milagre, tudo finalmente se vai resolver (desta vez e mais uma vez).


Pois deixem-me dizer-vos que a realidade é bem diferente e as regras do universo não são assim, e aparentemente os portugueses continuam a não querer perecebê-las!

A mudança só poder ser efectiva quando cada um de nós se envolver de forma séria e determinada, com o propósito de começar a mudar tudo, mas tudo o que temos vindo a fazer exactamente ao contrário.

Só contrariando a tendência para o suicídio colectivo, que nos tem caracterizado nos ultimos 100 anos pelo menos, poderemos afastar-nos desta tendência e trilhar o caminho oposto que é o do sucesso e o de uma vida de equidade, justiça e realização pesoal e profissional, que como é obvio caminhará a par e passo com o sucesso das comunidades em que nos inserimos (empresas, organizações de laser, vida pública, pessoal, etc.), e finalmente culminando também com o sucesso da Nação.


Sem deixar de ser optimista e positivo, é fundamental no entanto asumir uma posição de cidadania exigente, vigilante e de rigorosa apreciação sobre a actuação deste novo governo e não é mais o tempo de passar cheques em branco a nenhum politico deste país, e alimentar uma esperança sem sentido, que nunca conduz nem augura nada de bom!

São eles (os políticos e governantes) que têm que demonstrar que face à situação escandalosa e onde impera o crime mais danoso sobre a coisa pública, estão dispostos a combatê-lo sem tréguas, tal como a corrupção no estado e na esfera privada, a fuga danosa aos impostos à vista de todos, o tráfico de influências, o compadrio e a economia de "underground", fomentada pelo poder oligárquico, dominado por uns tantos senhores que todos conhecemos bem, e que sempre enriqueceram fraudulentamente à custa da generalidade dos cidadãos deste país.


Ainda terão que se empenhar no combate à fraude e ao desperdício no estado que se estima seja superior a 30% do total da despesa. Não vale de nada tentar baixar TSUs, aumentar o IVA e ou outras medidas, que sem qualquer visão ou previsão rigorosa, apenas irão afundar mais o país, e com consequências ainda mais gravosas do ponto de vista social.

Este governo tem que se comprometer em primeira linha e com determinação no combate à ilegalidade à imoralidade, à injustiça e à impunidade com que se continuam a delapidar os dinheiros públicos, e só depois disso será possível aos portugueses então começarem a acreditar que realmente é exequível e aposta de valor, investir e trabalhar neste país e que este pode vir finalmente a ter futuro. Se isso não for feito a "montanha irá parir um rato", como parece já se descutinar por entre as primeiras declarações públicas e manifestações dos governantes indigitados, aparentemente já cegos pelas luzes da ribalta!


Teremos que passar a dar crédito apenas a quem provar merecer o crédito e não continuar a ter a esperança de que tudo vai mudar, apenas com a posse de mais um governo! É o governo que tem que dar sinais e acções claras e inequívocos ao cidadãos em primeiro lugar, e só então os cidadãos se poderão envolver numa parceria séria com este, e não o contrário, que será a "mesmice" desde há 37 anos!


Em suma, há que acreditar, mas "para acreditar é sempre e em primeiro lugar preciso duvidar" com lucidez e exigência, para que mais uma vez não vejamos defraudadas as nossas expectativas individuais e colectivas e o até patético optimismo e esperança que tenho visto estampado na cara de muitos portugueses não passe em meses apenas, e dê lugar ao costumeiro desânimo e pessimismo que nos caracteriza, e que nos leva sempre à falência social, eceonómica e pobreza, à beira dos quais temos andado sempre a rondar, como cidadãos e como Nação.


É tempo de uma cultura de realismo e confiança no futuro e em depositar uma confiança férrea em cada um de nós, e de uma atitude de verdade, de vigilância e de exigência de rigor em relação a nós próprios e principalmente em relação a tudo o que sejam acções deste governo, sem qualquer abrandamento ou distracção, manobras em que os politicos são especialmente dotados e sempre prontos a enganar os cidadãos.


O futuro pertence-nos, mas para iso é preciso conquistá-lo com verdade, trabalho sério, exigência e rigor em relação a nós próprios em primeiro lugar, e na mesma proporção aos outros com que trabalhamos, nos relacionamos, e principalmente com aqueles que nos governam, e em quem depositamos os nosso impostos e entregamos os nosso destinos colectivos e os das gerações vindouras.


Francisco Gonçalves

22 June 2011

francis.goncalves@gmail.com


11/06/2011

A liberdade não está a passar por aqui !


Vivemos numa sociedade que é inteiramente uma farsa, por entre o "politicamente correcto" e a adulteração demente da realidade, que só nos poderá conduzir ao desaire e a ainda mais pobreza e miséria, num país já sem futuro nem esperança!
Só os portugueses unidos conseguirão romper esta cortina que se adensou sobre as mentes dos cidadãos e os tornou escravos e ignorantes, numa acção de formatação colectiva, muito mais bem sucedida do que a de Salazar, ainda que sem necessidade do seu aparato policial de repressão de ideias!

Há várias formas de reprimir a criatividade e as novas ideias (e não só pela força como o fez Salazar), e estes novos poderes oligárquicos que nos governam bem souberam manipular os cidadãos, que sob a capa de uma democracia, foram instalando sistemas de controle pela difusão massiva de ideias pré-formatadas, onde quase todos se revêm, e se sentem felizes, ou pelo menos identificados, apesar da hecatombe que têm perante os seus olhos!

No fundo esta classe dominante que nos desgoverna e escraviza, usando os media que tão bem controla e domina por completo, tratou de colocar todos a pensar igual, o que encontra eco na expressão do "politicamente correcto", e onde pensar diferente é visto como uma "heresia" e logo condenado pelos cidadãos em geral (não é sequer necessária uma policia de costumes ou de repressão politica, pois os próprios cidadãos se encarregam de se vigiarem mutuamente!).

"Quando todos pensam igual significa que ninguém está a pensar" [Einstein]

Reflictam bem sobre isto!! O nosso desafio e a nossa sobrevivência, como individuos e como Nação, dependem exactamente da capacidade de cada um de nós ter a liberdade de pensar diferente e de ousar !

Francisco Gonçalves
11June2011
Francis.Goncalves@gmail.com

10/06/2011

Os portugueses e a sua forma especial de encarar o suicidio colectivo !

A sociedade portuguesa actual é bem o reflexo de uma lógica perversa de exercício abjecto do poder pelo actual sistema político de cariz fortemente oligárquico, sendo apenas uma adaptação infeliz do anterior sistema ditatorial de Salazar, em que apenas se mascarou de democrático e adaptou alguma legislação e introduziu alguns preceitos democráticos para a nova constituição da III república, mas sem qualquer efeito prático para aos cidadãos, porque a lógica do cumprimento da justiça sempre foi a de "dois pesos e duas medidas" !

Ou seja, com o 25 de Abril de 1974, oportunistas bem posicionados ocuparam o poder e os aparelhos partidários e trataram logo de perpetuar a dicotomia entre ricos e pobres, que nos últimos 10 anos se acentuou de forma intolerável, abominável e na mais pérfida forma de abuso de poder da elite dominante sobre os cidadãos, assim indefesos e sempre explorados e obrigados a suportar, através de impostos altamente injustos e sempre perdendo benefícios, o despesismo de uma classe dominante, que sem qualquer moral ou ética se atreve a viver na mais vil opulência e no desmando perante as leis mais basilares da constituição vigente.

E deste modo nos vimos chegar à actual situação de abomináveis contornos e de inimagináveis consequências para o futuro da Nação, onde se acentuou gravemente fosso entre ricos e pobres, como características só vistas em países subdesenvolvidos e de terceiro mundo!
De salientar ainda que Portugal continua assim igual a si próprio passados 100 anos de república, e mudou o que tinha que mudar, em termos sociais, apenas por influências quase exclusivamente externas e sempre que este se abriu ao mundo, com excepção de algumas décadas do regime de Salazar, em que este se fechou completamente em relação ao exterior.

Do ponto de vista de ser e de existir, os portugueses continuam fiéis ao arquétipo ancestral de aversão à mudança, de um servilismo atroz e confrangedor, conformismo amorfo, comportamentos de evolução por puro mimetismo medievo, incapacidade de tomada de decisão e de risco, acríticos e ferozes em combater o que consideram estranho ou ideias diferentes que ponham em causa o "status quo" implantado, seja ele o regime abominável de Salazar ou o exercício abjecto de poder desta democracia de fachada.
Portanto face a estas características, que acabei de enunciar relativamente a este povo não teria sido difícil há 100 anos atrás, a um qualquer ser humano, com capacidade critica suficiente, adivinhar facilmente o que nos esperaria hoje como realidade e autêntico estádio de degradação da nação portuguesa, que eis chegou a um beco sem saída!

O difícil está em fazer crer aos portugueses, que com as características de que são dotados e metidos sempre na sua forma de agir na "mesmice", a Nação chegou ao fim da linha, e que só uma nova forma de PENSAR, de SER e de AGIR, nos poderá fazer sair deste beco e lodaçal, do qual todos nos deveríamos envergonhar, em cada momento das nossas vidas!
Se qualquer dos portugueses se sente nos dias que correm, à vontade no estrangeiro perante a sua identificação como cidadão luso, tal exige que cada um individualmente faça uma reflexão pessoal, face à tamanha falta de coragem e falta de determinação de todo um povo, e à imagem que tem vindo a dar, reflectindo uma total falta de credibilidade, produtividade, seriedade e a mais completa ausência de princípios, perante um Mundo Inteiro incredulo, inclusive já perante o Terceiro Mundo, o que nos deveria a todos cobrir de vergonha e impelir-nos à ACÇÃO!

Que todos saibamos perceber a dimensão da tragédia em que nos encontramos, que já não é só económica, financeira, social de pobreza absoluta, mas sobretudo a mais completa ausência de princípios morais e éticos e de falta de carácter, que é aquilo que nos poderia definir como seres humanos civilizados!
Por todos os portugueses, lamento que esta seja a mais crua e nua verdade. Mas que por uma vez que seja todos possam ser capazes de enxergar finalmente a VERDADE e não continuem a persistir em mergulhar a cabeça na areia, inventar desculpas para a "morte" anunciada, ou olhar para o lado, como se não tivessem nada a ver com o assunto,
porque não se vai RESOLVER NADA DESTA VEZ! TUDO FICARÁ IGUAL E COM TENDÊNCIA A PIORAR ... E MUITO !

O tempo vai passar e tudo vai piorar, a não ser que acções concretas dos cidadãos, em união e comungando esforços colectivos, possam inverter esta lógica destrutiva comandada pelos partidos políticos e suas elites, e o País possa finalmente libertar-se deste jugo opressor e castrador da liberdade e da criatividade de todo um povo, refundando uma democracia onde o mérito, a competência, a dedicação possam ser os únicos princípios que presidam à escolha das novas lideranças, que assim poderão na mais completa liberdade, mas com responsabilidade acrescida, fazer renascer Portugal das cinzas, tal qual Fénix renascida!

Só a imaginação, a criatividade e a inovação, num quadro de princípios de ordem moral e ética irrepreensíveis, nos poderão salvar, e os actuais políticos da nação não dispõem de nenhuma destas três capacidades.

VIVA PORTUGAL !

Francisco Gonçalves
11June2011


05/06/2011

O povo exerceu o seu direito de voto e decidiu de sua justiça !

Finalmente o povo português decidiu e bem afastar da governação do país quem tanto dano lhe causou, em seis anos de triste memória e pior actuação, sempre pactuando com a injustiça e de mãos dadas com os mais poderosos contra os mais pobres e frágeis da sociedade!


Mas o sistema que permitiu tal continua intacto e pronto para perpetuar a dominação, sob a forma de autêntica escravização, dos que tudo têm sobre os que nada têm (a perder!).


Que as consciências individuais se expandam e percebam que é chegada a altura de terminar com este exercício de poder abominável e perverso, numa democracia putrefacta, que é a vergonha da cidadania e do progresso, perante a civilização europeia em que estamos integrados!


Que finalmente Portugal se erga e clame pelo seu direito de cidadania e de libertação, bem como à sua afirmação perante o mundo como povo livre e capaz de conduzir os seus destinos em paz, justiça plena, progresso e harmonia !


Francisco Gonçalves

05June2011


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